O QUE É CRIPTO MOEDAS E COMO INVESTIR

September 14, 2019

 

Uma criptomoeda é um meio de troca, podendo ser centralização, centralizado ou descentralizado que se utiliza da tecnologia de blockchain e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda. O Bitcoin, a primeira criptomoeda descentralizada, foi criado em 2009 por um usuário que usou o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Desde então, muitas outras criptomoedas foram criadas. Mais recentemente, tem-se assistido a um fenômeno de explosão de inúmeros tokens que têm sido criados com base no protocolo do Ethereum, principalmente após a onda massiva de Ofertas Iniciais de Moedas (usualmente referida como ICO, do inglês Initial Coin Offering) que ocorreu em 2017.

Ao contrário de sistemas bancários centralizados, grande parte das criptomoedas usam um sistema de controle descentralizado com base na tecnologia de blockchain, que é um tipo de livro-registro distribuído operado em uma rede ponto-a-ponto (peer-to-peer) de milhares computadores, onde todos possuem uma cópia igual de todo o histórico de transações, impedindo que uma entidade central promova alterações no registro ou no software unilateralmente sem ser excluída da rede.

 

Se você acompanha o mercado financeiro, já deve ter notado a ascensão da criptomoeda. Mas sabe como é possível tirar proveito desse recurso monetário?

Ela é um moeda digital que promete ganhos superiores ao do Mercado Bovespa e sem regulação do Estado.

A criptomoeda, no entanto, vai muito além uma dinheiro virtual.

Da mesma forma que a moeda física possui números de série, marca d´água e outros dispositivos de segurança, a criptomoeda utiliza criptografia.

Ou seja, códigos difíceis de quebrar, para garantir transações muito mais seguras.

 

A criptomoeda é um código virtual que pode ser convertido em valores reais.

Sua negociação se dá pela internet, sem burocracias, sem intermediários, caracterizada pela ausência de um sistema monetário regulamentado e da submissão a uma autoridade financeira (por exemplo, o Banco Central do Brasil).

Em geral, é necessário comprar do emissor ou de alguém que já tenha a moeda digital.

 

Como funciona a criptomoeda?

A cotação, compra e venda acontece anonimamente pela internet. A moeda digital é armazenada em uma carteira e administrada em um computador pessoal ou dispositivo móvel.

A inovação tecnológica por trás da criptomoeda é conhecida como blockchain ou “protocolo da confiança”.

Isso consiste em bases de registros e dados compartilhados, tendo como principal medida de segurança a descentralização.

No blockchain, cria-se um índice global para todas as transações dentro do mesmo mercado. É uma espécie de livro-razão, totalmente público e compartilhado.

A ausência da mediação de terceiros cria o senso de confiança na comunicação direta entre as partes da transação.

A moeda virtual já é uma realidade de investimento de grandes players como a Microsoft e a IBM, além de governos como os Emirados Árabes, Estônia e Singapura.

Muitos julgam a criptomoeda como uma onda passageira. Porém, ao contrário, os dados mostram que ela pode ter chegado para ficar.

Quer um exemplo? O bitcoin, criptomoeda mais popular do mundo, tem batido recordes de cotação.

 

Para que serve a criptomoeda?

A lógica da moeda digital é a mesma do dinheiro em espécie. Sua função é, basicamente, permitir transações de compra e venda de bens e serviços.

Grandes empresas, como WordPress, DELL e Soundcloud, já aceitam pagamento com criptomoeda.

Outra possibilidade é a transferência de valores pela internet, sem a necessidade de taxas comumente cobradas por instituições financeiras e bancárias.

Na prática, os termos criptomoeda, moeda virtual e moeda digital têm o mesmo significado.

O primeiro refere-se à criptografia, enquanto as expressões “digital” e “virtual” remetem ao caráter intangível e abstrato do dinheiro online.

 

Como comprar e vender moedas virtuais?

Não existe um banco para retirar as criptomoedas. O trâmite para emissão e repasse é totalmente digital.

Nenhum país ou região emite essas moedas. Para conseguir uma delas é necessário passar pela mineração.

A compra e venda é bem simples, pela internet. No mercado brasileiro das criptomoedas, chamado ecoins, há opções como o Mercado Bitcoin e a Braziliex.

É preciso criar uma conta, gratuitamente, e informar o valor em reais ou a quantidade de moedas virtuais desejada para comprar ou vender.

Empresas internacionais como a Poloniex, Bittrex e Bitfinex permitem que qualquer pessoa invista em criptomoedas utilizando dólares.

Na Braziliex, o usuário pode solicitar o saque para suas carteiras digitais, no caso de criptomoedas, ou para sua conta corrente, no caso de saques em real.

 

Como investir em criptomoedas?

Imagine esse cenário: uma criptomoeda que valoriza 276% da divisa no ano, enquanto a bolsa de Valores brasileira apresenta alta de 25% no mesmo período.

Em qual das opções você investiria? Parece fácil, mas cuidado!

Estar atento às oscilações dessa moeda, com quedas e altas diárias, e não investir mais do que 5% do patrimônio são algumas dicas de especialistas na área.

Caso opte pelo serviço de uma corretora, que intermedeia essas transações, você vai precisar atender a requisitos geralmente cobrados no mercado financeiro comum.

Além disso, nesses casos, há cobrança de uma taxa sobre o valor da operação.

 

Como funciona a mineração das moedas?

Para entender melhor como funciona o processo de mineração das criptomoedas, vamos fazer uma comparação. Primeiro, imagine que você tem uma carteira virtual.

Ela só permite que sejam guardadas moedas digitais, como por exemplo, os bitcoins, Ethereum ou Ripple.

Para ter uma dessas moedas, você tem que trabalhar. É esse trabalho que é conhecido como mineração.

O procedimento, em tese, é simples. O usuário deve resolver um problema com cálculos matemáticos complexos em seu computador.

De dez em dez minutos, é adicionado um novo problema a blockchain para que a pessoa possa resolver.

Quem consegue resolver o problema, envia a solução à blockchain. Se estiver certo, o usuário ganha unidades de criptomoedas pelo trabalho. Tais usuários são conhecidos como mineradores.

Em suma, mineração de criptomoedas é encontrar a chave que criptografa os blocos, chamada de “hash”.

No caso do bitcoin, toda vez que um minerador encontra um bloco válido, ele é recompensado com 12,5 bitcoins. Contudo, este trabalho requer esforço e custo computacional.

Qualquer um pode tentar achar as hashs. Mas, somente poucas pessoas conseguem chegar à solução.

Isso porque demanda um grande investimento de capital em servidores e computadores que sejam potentes para desempenhar esse tipo de trabalho.

Por esse motivo, é mais fácil comprar uma criptomoeda de quem já tem uma delas.

  

Lista das criptomoedas mais valorizadas

Agora que você já sabe o que é, como funciona, como comprar e como usar, deve estar se perguntando quais as melhores criptomoedas para investir. Preparamos uma lista com as principais e mais valorizadas. Conheça!

 

Bitcoin – Considerada a primeira moeda digital (Criptomoeda) descentralizada do mundo, foi apresentada em 2008 por um programador de pseudônimo Satoshi Nakamoto. Desde abril deste ano, é oficialmente um meio de pagamento no Japão, aceito por mais de 260 mil estabelecimentos. Em novembro, registrou aumento de 55% no volume de transações, com 30 mil novas carteiras por dia. Veja o valor da criptomoeda Bitcoin hoje.

 

Litecoin – Conhecido como irmão mais novo do bitcoin, tem as mesmas características, porém com menor tempo de transação, devido a uma taxa menor de bloqueio e mais acessibilidade. A tendência é de um maior crescimento graças à familiaridade com o bitcoin.

 

Ethereum – É o mais novo, apresentado em 2014 por Vitalik Buterin, financiado como um projeto de crowdfunding, o terceiro maior já financiado dessa forma. Hoje é a segunda maior criptomoeda do mundo, com uma capitalização de mercado de mais de US$40 bilhões e valorização de mais de 5.000% desde o início do ano. Em novembro, o Ethereum atingiu uma máxima histórica de US$425,55.

 

Ripple – Também conhecido como XRP, é um pouco diferente das outras criptomoedas, pois traduz tanto uma moeda digital quanto uma rede de pagamento aberta, com menores taxas e atrasos de processamento. Atualmente, opera em baixa.

 

Outros exemplos de criptomoedas

Monero – Usa o código aberto CrytoNote, codificado a partir do zero. Entre suas características estão os pagamentos e transações ocultos. A diferença básica entre ela e o bitcoin é que ela cria um endereço único para cada transação, adotando uma senha privada que possibilita que as informações completas do processo sejam vistas apenas pela pessoa que recebeu o depósito ou por quem possuir a senha.

 

Dash – Operações com essa moeda têm confirmação praticamente instantânea, pela rede Masternodes (diferente do bitcoin). E é essa rede que permite que as transações sejam anônimas, caracterizando a dash pela privacidade dos seus usuários.

 

Siacon – Essa é considerada a moeda mais promissora quando o quesito é a tecnologia blockchain. Ela não exige grandes processadores para serem mineradas. Os usuários disponibilizam um espaço no computador para que as transações sejam processadas. Em trocas, as pessoas recebem unidades da criptomoeda.

 

Uma criptomoeda descentralizada é produzida, coletivamente, por um sistema de criptomoeda a uma razão definida quando o sistema é criado e disponível publicamente.

Em sistemas bancários ou econômicos centralizados como o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos, conselhos administrativos ou governos controlam o suprimento de moeda através da impressão de moeda fiduciária.

Entretanto, corporações ou governos não podem produzir unidades de criptomoedas e assim, não forneceram até então suporte para outras entidades, bancos ou corporações que guardam ativos medidos através de uma criptomoeda descentralizada. Os recursos técnicos sobre os quais moedas descentralizadas são baseadas foram criados pelo grupo (ou indivíduo) conhecido como Satoshi Nakamoto.

 

Centenas de especificações de criptomoedas existem, a grande maioria sendo similar e derivada da primeira moeda descentralizada implementada, o bitcoin. 

A segurança, integridade e balanço dos registros de um sistema de criptomoeda são mantidos por uma comunidade de mineradores: membros do público em geral usando seus computadores para ajudar a validar e temporizar transações, adicionando-as ao registro (block chain) de acordo com um esquema definido de temporização.

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Recentes

September 14, 2019

Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags